Na terça‑feira, 22 de setembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reunirá‑se com a primeira‑ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro‑ministro da Groenlândia, Jens‑Frederik Nielsen, para assinar um acordo que ampliará a presença militar americana na ilha. A cerimônia acontecerá às 10h30 (horário de Nova York) durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
O pacto prevê a abertura de dois novos pontos militares: Narsarsuaq, antiga base aérea da Guerra Fria, cuja população foi reduzida a poucas dezenas de habitantes, e Mestersvig, atualmente usada pela Patrulha de Trenós Sirius, unidade de elite das forças especiais dinamarquesas. A base espacial de Pituffik, já existente, continuará operando.
Segundo três fontes da Reuters, o texto do acordo ainda não foi divulgado e não está claro se ele modificará o tratado de defesa de 1951 que sustenta a presença americana no Ártico. A decisão surge após a crise diplomática de janeiro, quando Trump recusou descartar o uso de força militar ou econômica para adquirir a Groenlândia, gerando tensão dentro da OTAN.
Trump afirmou que o acordo garantirá controle permanente sobre a segurança da Groenlândia, enquanto a Dinamarca declarou que o documento respeita a soberania do reino e o direito à autodeterminação da ilha. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, acrescentou que a medida colocará a segurança do Ártico sob proteção coletiva da OTAN, mas não foram fornecidos detalhes adicionais.
Redação Jornal Voz do Litoral
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