Trump negocia participação nas reservas de petróleo venezuelanas

A administração Trump iniciou conversas com o governo interino da Venezuela para assumir participação acionária nas reservas de petróleo do país, informou o site americano Axios, que ouviu dois altos funcionários da Casa Branca. O anúncio surge após a invasão militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua transferência para Nova York, onde aguarda julgamento. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo conhecidas mundialmente, e tanques com o logotipo da estatal PDVSA foram observados na refinaria de Curaçao, indicando a extensão da infraestrutura petrolífera. O governo interino, nomeado após a detenção de Maduro, ainda não divulgou posição oficial sobre a proposta americana. A operação militar norte‑americana, descrita como invasão, marcou a primeira captura de um chefe de Estado latino‑americano em solo estrangeiro. Se a negociação avançar, os Estados Unidos poderiam adquirir uma fatia acionária nas reservas venezuelanas, potencialmente influenciando o mercado global de energia. No entanto, o Axios não especificou percentuais, valores ou prazos. A ausência de detalhes deixa incertas as repercussões econômicas e estratégicas, bem como a reação de outros atores internacionais que monitoram a situação da produção de petróleo na região. Até o momento, nem o governo interino venezuelano nem a PDVSA responderam oficialmente ao contato americano, e não há informação pública sobre eventuais acordos formais. A falta de transparência sobre os termos da possível participação deixa aberto o questionamento sobre quem definirá as condições e quais impactos terão para a segurança energética regional.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Enchente devastadora no Nepal deixa mais de 360 mortos e mais de 1.400 desaparec