Após duas horas de votação, 421 urnas eletrônicas foram substituídas por intercorrências, informou o primeiro boletim informativo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número corresponde a 0,07% do total de máquinas utilizadas nas eleições de 2026, indicando que a maioria dos equipamentos permaneceu operante durante o processo.
O TSE destacou que São Paulo registrou a maior quantidade de trocas, com 86 urnas, seguido por Paraná, que substituiu 60 equipamentos. O tribunal mantém 68.912 urnas de contingência reservadas para situações semelhantes, mas não divulgou os motivos específicos que levaram à substituição dos 421 aparelhos. Além disso, 55 auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) foram distribuídos pelos 27 estados para acompanhar os testes de integridade das urnas, sem que fossem registradas intercorrências nesses testes.
A votação, que ocorre neste domingo (4) das 8h às 17h (horário de Brasília), tem mais de 158 milhões de eleitores aptos a escolher presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais ou distritais. O horário local varia conforme os fusos, e quem permanecer na fila até o encerramento da seção ainda pode votar. A substituição de urnas, ainda que em número reduzido, pode gerar dúvidas sobre a confiabilidade dos equipamentos em locais críticos, sobretudo nas áreas com maior número de trocas.
O TSE não esclareceu as causas das intercorrências que motivaram a troca dos 421 dispositivos, deixando em aberto a necessidade de maior transparência sobre os critérios adotados. A ausência de informações detalhadas impede que eleitores e observadores compreendam plenamente o impacto dessas substituições no processo eleitoral.
Redação Jornal Voz do Litoral
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