Na manhã de 9 de setembro, o Viveiro Municipal Aroeira, vinculado à Prefeitura de Ilhabela, integrou a programação da Semana da Agricultura Orgânica promovida pela Escola Técnica Estadual (ETEC) de São Sebastião. O biólogo Irislei da Silva e o gestor ambiental Lucas Peres de Camargo conduziram duas palestras dirigidas a estudantes dos cursos de Meio Ambiente e Nutrição, abordando o Sistema Agroflorestal (SAF) e o uso de plantas medicinais. Os servidores apresentaram as atividades do viveiro, que produz mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e desenvolve projetos de conservação, educação ambiental e valorização do conhecimento tradicional. O viveiro tem como objetivo restaurar áreas urbanas e a zona de amortecimento do Parque Estadual de Ilhabela, utilizando mudas de árvores frutíferas que favorecem a fauna local ao servir de alimento para aves e pequenos mamíferos. Essa prática se alinha a críticas recentes ao município, que enfrenta ação civil pública do Ministério Público Federal por supostos danos ambientais decorrentes de intervenções em áreas de vegetação nativa. Embora o viveiro seja citado como iniciativa de recuperação ambiental, a fonte oficial não detalha os recursos financeiros alocados ao projeto nem estabelece metas de longo prazo. Durante o encontro, os palestrantes destacaram que muitas das espécies cultivadas possuem propriedades medicinais pouco conhecidas pela população do Litoral Norte, reforçando a necessidade de resgatar saberes tradicionais. No entanto, a prefeitura não divulgou informações sobre o orçamento destinado ao viveiro nem sobre a continuidade das atividades após a semana de eventos. A comunidade estudantil e ambiental permanece sem respostas claras quanto ao financiamento e à avaliação de resultados. A participação do Viveiro Municipal Aroeira na Semana da Agricultura Orgânica evidencia um esforço de integração entre educação e conservação, mas deixa em aberto questões sobre a transparência de recursos e a efetividade das ações propostas. A ausência de dados concretos sobre investimento e metas impede a verificação do impacto real na restauração da Mata Atlântica local.
Redação Jornal Voz do Litoral
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