A Viveo divulgou seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026, apresentando prejuízo líquido ajustado de R$ 21,265 milhões, queda de 52% em relação ao mesmo período de 2025. A empresa registrou receita líquida de R$ 2,2 bilhões no trimestre, alta de 10,8% na comparação anual, e EBITDA ajustado consolidado de R$ 216,6 milhões, aumento de 21,8% frente ao ano anterior. No primeiro semestre, o EBITDA somou R$ 424,8 milhões, representando avanço de 25,9% em relação a 2025. A vice‑presidente de Estratégia, Relações com Investidores e M&A, Flávia Carvalho, atribuiu o crescimento da receita principalmente à divisão de Hospitais e Clínicas, ao aumento de vendas de medicamentos e à presença de grandes clientes. A alavancagem da companhia encerrou junho em 3,73 vezes, redução de 0,6 ponto percentual em comparação ao ano passado, com dívida líquida de R$ 2,9 bilhões. Durante o trimestre, a Viveo renegociou suas principais dívidas, estendendo vencimentos até 2034 e iniciando pagamentos de principal apenas em 2029, o que retirou parte relevante do endividamento do curto prazo; 93% do total passou a ser de longo prazo, com prazo médio de 7,3 anos. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 182,3 milhões, superior ao déficit de R$ 157,7 milhões registrado em 2025, reflexo de ganho associado à recompra de debêntures reconhecido no período anterior e da redução das receitas financeiras devido à menor posição média de caixa. Apesar da melhora nos indicadores operacionais, a empresa ainda registra prejuízo e mantém desafios para melhorar sua geração de caixa no restante do exercício.
Redação Jornal Voz do Litoral
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