A pesquisa Quaest divulgada neste domingo (6) traz o panorama das características que os eleitores consideram decisivas na escolha do presidente. Entre 2.004 entrevistados, de 16 anos ou mais, 31% apontam a ausência de envolvimento com corrupção como critério principal, seguidos por 28% que valorizam o compromisso com a democracia e 15% que exigem dureza no combate à violência e ao crime. O levantamento, realizado entre 30 de agosto e 1º de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando registrado no TSE sob o número BR-07065/2026. O detalhamento por posicionamento político revela diferenças marcantes. Entre eleitores independentes, 33% destacam a não‑corrupção, enquanto 26% priorizam a defesa da democracia. No segmento lulista, a característica mais citada (29%) foi o compromisso democrático; já entre bolsonaristas, 41% consideram essencial que o candidato não tenha ligações com casos de corrupção. Outras características, como experiência política (9%) e religiosidade (4%), tiveram menor relevância. Apenas 2% dos respondentes consideram crítico ao STF como fator decisivo. Esses números sugerem que a campanha presidencial terá de alinhar suas mensagens às exigências de integridade e defesa institucional. Contudo, a pesquisa também aponta lacunas: apenas 2% dos eleitores veem a crítica ao STF como importante, e 3% afirmam que nenhuma das características listadas os influencia. A ausência de respostas claras sobre como os candidatos pretendem atender a essas demandas deixa espaço para questionamentos sobre a coerência das propostas futuras. A matéria evidencia que, embora o levantamento ofereça dados precisos sobre prioridades eleitorais, ainda falta clareza sobre quais estratégias os candidatos adotarão para transformar essas expectativas em políticas concretas. O eleitorado permanece atento, aguardando respostas que ainda não foram apresentadas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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