Na noite de sexta‑feira (31), Simone Tebet (PSB) discursou na convenção estadual do partido, realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), e afirmou que não tem interesse em assumir novamente o Ministério do Orçamento e Planejamento caso o presidente Luiz Inácio Lula seja reeleito. A ex‑ministra, que deixou o cargo em abril para concorrer ao Senado, reforçou que já ocupou a missão ministerial e que prefere focar na carreira senatorial, desejando saúde e longevidade para cumprir oito anos no Senado Federal. Tebet, candidata ao Senado por São Paulo, integrou a chapa que inclui Fernando Haddad (PT) para o governo estadual, Márcio França (PDT) como vice‑governador e Marina Silva (Rede) como concorrente ao Senado. Todos os nomes da chapa foram ministros no atual governo, o que gerou disputas internas entre os partidos da base aliada de Lula para definir as suplências de Tebet e Marina. O PT teria a primeira suplência, o PDT a segunda, enquanto o PV e o PSOL também apresentaram nomes. Entre os indicados estão Antonio Jorge, presidente estadual do PDT; Marcelo Barbieri (ex‑prefeito de Araraquara, PDT); Djalma Nery (vereador de São Carlos, PSOL); e Roberto Tripoli (vereador de São Paulo, PV). Tebet declarou que os nomes apresentados são de “reputação ilibada, com experiência”, mas não especificou quem será efetivamente nomeado. A decisão final sobre as suplências foi delegada à Executiva Nacional do PSB, segundo Tebet, que se manteve afastada das tratativas. Até o momento, nenhum nome foi oficialmente confirmado, e a definição das vagas permanece indefinida, gerando incerteza sobre a composição da bancada senatorial paulista. A falta de transparência no processo de escolha das suplências levanta questões sobre a representatividade e a influência dos partidos na distribuição dos cargos. A matéria evidencia que, embora a ex‑ministra tenha deixado clara sua ausência de interesse em cargos ministeriais, o processo de escolha das suplências continua sem respostas concretas, deixando a população e os eleitores sem saber quem ocupará as vagas em caso de vacância.
Redação Jornal Voz do Litoral
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