Na quarta‑feira, 16 de setembro, a ministra Cármen Lúcia, relatora do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou, por videoconferência em evento sobre Controle Interno, que lamenta o atual clima de descrença nas instituições democráticas. Ela pediu desculpas ao povo brasileiro, reconhecendo que a confiança do cidadão nas esferas públicas está abalada e que a busca pelo acerto é obrigação de todos os servidores. A declaração segue o julgamento da terça‑feira, 15 de setembro, que encerrou sem definição sobre o relatório que aponta 52 mensagens trocadas entre o empresário Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes entre dezembro de 2023 e novembro de 2025, além de encontros presenciais e um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. A crise no STF começou em setembro de 2026, quando a Polícia Federal levantou o sigilo de relatórios que investigavam supostas fraudes financeiras no Banco Master. A sessão de 15 de setembro terminou com votação de 4 a 3 para manter separadas as análises das condutas de Alexandre de Moraes e de André Mendonça, relator das investigações. O presidente do STF, Edson Fachin, liderou a maioria ao lado de André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela junção das análises, enquanto Flávio Dino, inicialmente a favor da junção, mudou seu voto para pedido de vista, suspendendo o julgamento. Com o pedido de vista, o processo permanece sem decisão final, mantendo a tensão entre os ministros e a sociedade. A ministra Cármen Lúcia reiterou que erros são humanos, mas que a busca pelo acerto permanece uma imposição institucional. Ainda não há indicação de quando o plenário retomará a deliberação nem de como serão tratadas as evidências já divulgadas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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