34 praias do Litoral Norte estão impróprias para banho

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou nesta quinta-feira (20) o último boletim de balneabilidade, revelando que 34 das 98 praias monitoradas no Litoral Norte paulista estão impróprias para banho. O índice de 34,7% de pontos classificados como inadequados representa uma piora significativa em relação às semanas anteriores, quando a média de praias impróprias era inferior. Entre os municípios afetados, Caraguatatuba lidera o ranking negativo, com sete das 14 praias monitoradas — equivalente a 50% dos pontos avaliados — apresentando condições inadequadas. As praias de Tabatinga, Martim de Sá, Centro, Indaiá, Aruan, Palmeiras e Porto Novo foram as que receberam classificação negativa. Em Ubatuba, dez das 35 praias monitoradas foram consideradas impróprias, incluindo pontos conhecidos como Praia do Felix, Rio Itamambuca, Iperoig e Itaguá. Ilhabela e São Sebastião também registraram dez e sete praias impróprias, respectivamente, com destaque para Armação, Pinto e Sino em Ilhabela, e Prainha, São Francisco e Arrastão em São Sebastião. A Cetesb recomenda que moradores e turistas verifiquem a sinalização instalada nas praias antes de entrar no mar e evitem o banho nos locais com classificação negativa. A avaliação semanal da Cetesb é baseada em amostras coletadas ao longo da semana anterior, que analisam a presença de bactérias como a *Escherichia coli*, indicador de contaminação por esgoto doméstico. A contaminação pode estar relacionada a descargas irregulares de efluentes, chuvas recentes que carreiam poluentes para o mar ou deficiências no sistema de tratamento de esgoto da região. Embora 64 praias tenham sido classificadas como próprias para banho, o número de pontos impróprios chama atenção pela concentração em áreas turísticas e de alta circulação, como o Centro de Caraguatatuba e a Praia do Felix em Ubatuba. A piora na balneabilidade ocorre em um momento crítico para o turismo no Litoral Norte, que depende da qualidade das praias para atrair visitantes durante a alta temporada. A ausência de respostas concretas sobre as causas da contaminação e a falta de prazos para solução do problema geram incerteza entre moradores e empresários locais. A Cetesb não detalhou as ações imediatas para reverter o quadro, limitando-se a orientar a população sobre os riscos. Sem investimentos em infraestrutura de saneamento ou fiscalização mais rigorosa, a tendência é que o problema se repita nas próximas semanas, prejudicando não apenas o lazer, mas também a saúde pública da região.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Inscrições abertas para Downhill com 150 vagas

Ventos de até 100 km/h alertam 69 cidades