Um treinamento de contingência para situações de vazamento de petróleo será realizado nesta quarta-feira, 19, próximo à Ilha das Cabras, na região Norte de Ubatuba. A atividade, voltada à capacitação de uma equipe especializada, contará com o acompanhamento de profissionais do ICMBio e da Fundação Florestal. O exercício ocorrerá na Estação Ecológica (ESEC) Tupinambás, sob gestão do ICMBio, e na Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte (APAMLN), administrada pela Fundação Florestal. Durante o treinamento, serão utilizados equipamentos de contingência e embarcações para aperfeiçoar técnicas de recolhimento de óleo em casos que exijam resposta operacional. A atividade também será registrada por drone. Segundo Guilherme Farhat, chefe da Seção de Gestão Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de Ubatuba, o objetivo é aprimorar os procedimentos de resposta e preparar as equipes para possíveis ocorrências envolvendo vazamento de óleo no mar. “É importante reforçar que se trata exclusivamente de um treinamento, sem lançamento de qualquer substância no ambiente marinho”, destacou. A Autoridade Marítima emitirá um aviso aos navegantes sobre a movimentação na região, que não incluirá simulações de emergência nem lançamento de substâncias no mar. A região da Ilha das Cabras, inserida na ESEC Tupinambás e na APAMLN, é ambientalmente sensível e concentra esforços de conservação. A atividade reforça a necessidade de preparação para incidentes que possam afetar ecossistemas marinhos, especialmente em áreas de proteção ambiental. O treinamento, no entanto, não aborda diretamente os problemas estruturais recorrentes em Ubatuba, como a contaminação de praias e a precariedade da drenagem em bairros periféricos, como Rio Escuro e Perequê-Açu. Essas questões, segundo moradores e órgãos de fiscalização, seguem sem solução definitiva, apesar de registros de doenças em banhistas e enchentes frequentes. A realização do exercício ocorre em um contexto de cobranças por maior fiscalização ambiental na região, especialmente após casos suspeitos de contaminação do mar. Embora o treinamento seja uma medida preventiva, a ausência de um plano efetivo de resposta a emergências ambientais em Ubatuba — como o anunciado pacote da Sabesp de R$ 600 milhões até 2029 — levanta questionamentos sobre a capacidade operacional da cidade para lidar com vazamentos de grande porte. A prefeitura não detalhou, até o momento, como os recursos serão aplicados ou quais obras prioritárias serão implementadas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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