Banco de areia trava barcos e prefeitura age

Na manhã da terça-feira, 18, duas retroescavadeiras da Secretaria de Serviços Públicos (Sesep) iniciaram a abertura de um canal na Praia do Camaroeiro, em Caraguatatuba, para permitir a passagem de barcos de pesca. O serviço, autorizado pelos órgãos ambientais, deve ser concluído até quinta-feira, segundo funcionário da prefeitura que acompanhava as máquinas no local. O problema é a formação de um banco de areia que, segundo pescadores, impede a entrada e saída de embarcações em determinados períodos do mês. A prefeitura não explicou como ou quando o banco de areia surgiu. Há duas versões entre os pescadores: alguns atribuem o fenômeno a alterações naturais provocadas pela maré, enquanto outros responsabilizam a construção dos moles no Rio Juqueriquerê, que teria modificado as ondulações na região central e alterado as características da praia. O que se sabe é que a erosão resultante reduziu o espaço de areia em alguns trechos do Camaroeiro, danificando quadras de futvolei que precisaram ser reforçadas com madeira para resistir ao avanço da maré. O Camaroeiro é o principal reduto da pesca artesanal de Caraguatatuba e abriga o maior Entreposto de Pesca do município, com 152 pescadores artesanais cadastrados. Sem poder acessar o mar regularmente, muitos deles não conseguem sustentar suas famílias. A obra emergencial, embora necessária, não resolve a raiz do problema: a falta de um estudo ambiental para entender as causas da erosão e propor soluções definitivas. Até o fechamento desta matéria, a prefeitura não havia respondido sobre a ausência de um plano de longo prazo para o Camaroeiro, nem sobre possíveis responsabilidades da gestão anterior ou dos órgãos ambientais que autorizaram a construção dos moles no Juqueriquerê. A obra emergencial, embora necessária, não resolve a raiz do problema: a falta de um estudo ambiental para entender as causas da erosão e propor soluções definitivas. Até o fechamento desta matéria, a prefeitura não havia respondido sobre a ausência de um plano de longo prazo para o Camaroeiro, nem sobre possíveis responsabilidades da gestão anterior ou dos órgãos ambientais que autorizaram a construção dos moles no Juqueriquerê.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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