Guerra na Síria leva sementes de Svalbard ao Líbano

Durante a guerra na Síria, iniciada em 2011, pesquisadores do Centro Internacional de Pesquisa Agrícola em Áreas Secas (Icarda) abandonaram um importante banco genético no país. Parte da coleção síria já havia sido duplicada e enviada ao Cofre Global de Sementes de Svalbard, na Noruega. As sementes armazenadas foram retiradas do cofre e utilizadas para reconstruir as coleções em instalações no Líbano e no Marrocos, permitindo a continuidade da pesquisa agrícola local. O Cofre Global de Sementes, localizado em Longyearbyen, funciona como uma reserva de backup para bancos genéticos de todo o planeta. Criado para proteger variedades de arroz, milho, trigo, feijão e outras culturas, inclusive aquelas que caíram em desuso, o armazém armazena cópias de segurança que podem ser acionadas caso os bancos originais sofram perdas por guerra, incêndio, terremoto ou furacão. O caso sírio demonstrou a utilidade prática da rede de segurança oferecida por Svalbard. Contudo, a situação também evidenciou a vulnerabilidade de concentrar coleções inteiras em um único local, já que bancos genéticos levam décadas para reunir e conservar suas amostras. As sementes enviadas ao cofre permanecem propriedade das instituições depositantes, que são as únicas autorizadas a solicitar sua retirada, limitando o acesso a outros países. Apesar da demonstração de eficácia, o texto não esclarece quantos bancos dependem exclusivamente do cofre para recuperação de material ou quais protocolos específicos regem a solicitação de sementes em situações de emergência. Essa lacuna deixa dúvidas sobre a capacidade global de resposta a desastres que ameacem a biodiversidade agrícola.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Ubatuba instala banheiro público no terminal

STF plenário dividido impede investigação de ministros