Na segunda‑feira, 7 de setembro, manifestantes bloquearam as ruas ao redor do terminal de balsas de Eastney, em Portsmouth, após a chegada de 140 migrantes que atravessaram o Canal da Mancha em pequenas embarcações vindas da França. O bloqueio resultou em veículos da polícia e do Ministério do Interior danificados e deixou uma pilha de coletes salva‑vidas abandonada no local. A ação foi a segunda manifestação anti‑imigração em dois dias. No sábado, 5, homens mascarados interromperam o tráfego no porto de Dover, gritando “Parem os barcos”, em reação ao mesmo fluxo de requerentes de asilo que chegam em botes infláveis. Organizações de direita, segundo investigações, utilizam aplicativos como Signal e Telegram para convocar os protestos. Autoridades britânicas enfrentam críticas de partidos de oposição e de ativistas anti‑imigração por não conterem o número crescente de requerentes que chegam ao país. Historicamente, a maioria dos desembarques ocorre em Dover, onde procedimentos de triagem são realizados antes de seguir para outras regiões. Donna Jones, comissária de Polícia e Criminalidade de Hampshire, reconheceu o direito à manifestação pacífica, mas apontou a presença de indivíduos com balaclavas, gerando medo. Ela destacou que a chegada de embarcações a Portsmouth é “extremamente incomum” e que nunca havia sido observada antes. A polícia britânica ainda não explicou se a rota de Portsmouth será monitorada como nova alternativa dos traficantes, que poderiam evitar a triagem de Dover. Na madrugada de domingo, dezenas de migrantes embarcaram em botes infláveis; patrulhas francesas tentaram impedir a partida, mas várias embarcações escaparam, deixando dezenas de pessoas na praia francesa. Até o momento, nem as autoridades locais nem os grupos organizadores responderam a solicitações de posicionamento sobre medidas de segurança no terminal de Eastney ou sobre a estratégia de controle de rotas marítimas. A falta de respostas deixa a população de Portsmouth e os observadores internacionais sem clareza sobre os próximos passos.
Redação Jornal Voz do Litoral
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