STF encerra sessão sem decisão sobre caso Moraes

Na terça‑feira, 15 de março, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, abriu a sessão com a pauta de deliberar a abertura de uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Caso Master. Contudo, a análise de mérito não foi discutida. Logo na abertura, os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli optaram por não participar do julgamento, gesto que acendeu um clima de animosidade entre os magistrados. Na sequência, trocas de ironias, acusações e gritos marcaram a sessão, revelando uma guerra interna ainda não vista publicamente. A segunda parte da reunião trouxe a votação de uma questão de ordem proposta por Fachin, que buscava juntar a análise do caso de Moraes aos questionamentos sobre a condução de André Mendonça no mesmo processo. O resultado foi dividido: Gilmar Mendes, Alexandre Zanin e Alexandre de Moraes votaram a favor da junção; Edson Fachin, André Mendonça, Luís Roberto Barroso (Fux) e Cármen Lúcia votaram contra. O governador da Paraíba, Flávio Dino, que inicialmente se declarou favorável, retirou seu voto e pediu vista, interrompendo a deliberação. A sessão encerrou sem qualquer decisão, deixando em aberto se os casos permanecerão separados ou serão analisados conjuntamente. O episódio expõe a profunda divisão no STF sobre a condução de investigações que envolvem membros do Judiciário e do Executivo. A falta de definição impede o avanço de procedimentos investigatórios e alimenta dúvidas sobre a eficácia dos mecanismos de controle interno da Corte. Além disso, a ausência de posicionamento público dos ministros que participaram das discussões deixa a sociedade sem respostas claras sobre os rumos do Caso Master. A sessão terminou sem decisão, mas a disputa interna ficou evidente. Fachin convocou o plenário para investigar Alexandre de Moraes no Caso Master. Nunes Marques e Dias Toffoli ausentaram, iniciando clima de animosidade. Votos divididos sobre juntar o caso Moraes ao questionamento de Mendonça. Esperava‑se definição clara sobre a investigação, mas não houve votação final. Ministros que se manifestaram não apresentaram justificativas públicas sobre a paralisação. Quem vai esclarecer a falta de decisão? Veja apuração completa no site.

Redação Jornal Voz do Litoral
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