Na sessão do Supremo Tribunal Federal realizada nesta terça‑feira, 15 de setembro, o ministro Flávio Dino solicitou vista do processo, suspendendo o julgamento que envolvia o ministro Alexandre de Moraes e, indiretamente, o caso do ministro André Mendonça. A medida pode postergar a decisão sobre Moraes até dezembro, ao prever um prazo de até 90 dias para a análise do pedido. A pauta da sessão previa, inicialmente, a apreciação do relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas a Moraes e ao ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. Contudo, o decano da Corte, Gilmar Mendes, apresentou um pedido de ordem para que o caso de Moraes fosse analisado conjuntamente com o processo que trata de acusações de improbidade e interferência em investigações contra Mendonça, já agendado para 23 de setembro. Mendes argumentou que os dois processos compartilham o mesmo cenário fático, justificando a unificação. Durante o debate, a votação sobre a proposta de unificação foi apertada e terminou com placar parcial de 4 a 3 favorável à manutenção dos processos separados. Votaram pela separação os ministros Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia; defenderam a reunião dos processos Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Embora Dino tenha inicialmente manifestado apoio à análise conjunta, converteu sua posição antes da proclamação do resultado, pedindo vista e, assim, suspendeu a votação. A suspensão retirou da pauta o julgamento de Mendonça e deixou indefinido o futuro dos dois processos. O presidente da Corte, Edson Fachin, encerrou a sessão sem decisão definitiva sobre a questão. O pedido de vista deixa o caso de Moraes em compasso de espera até, no máximo, dezembro, enquanto a Corte não esclareceu quando retomará o julgamento nem se os processos serão efetivamente unificados. Até o momento, os ministros e as partes envolvidas não responderam a solicitações de posicionamento, mantendo a incerteza sobre os próximos passos da Justiça suprema.
Redação Jornal Voz do Litoral
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