Na quinta‑feira, 17 de maio, a Prefeitura de Caraguatatuba realizou reunião no gabinete do prefeito Mateus Silva para discutir falhas nas obras da Sabesp. Estiveram presentes representantes da Sabesp, da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), da Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário (URAE), secretários municipais e vereadores. As principais exigências foram maior regularidade no fornecimento de água, melhoria da qualidade do produto e ampliação da capacidade do sistema para atender ao crescimento urbano.
A fiscalização municipal apontou 246 autuações e multas totalizando R$ 889.142,40 devido a afundamentos, desníveis, trincas, falhas de compactação, problemas de drenagem e acabamento inadequado nas vias que foram abertas para intervenções nas redes de água e esgoto. Os vereadores e a administração municipal solicitaram transparência sobre o cronograma das obras e comunicação prévia de interrupções, argumentando que a população tem sofrido com a falta de água e com a deterioração das ruas.
Para melhorar o controle, o município propôs a criação de um Protocolo Municipal de Recebimento de Recomposição de Pavimentos, que inclui comunicação antecipada das obras, registro fotográfico antes e depois, padrão técnico para reparos, inspeção conjunta, prazo de garantia e correção de problemas identificados. A proposta também prevê o acompanhamento do cronograma das obras de água e esgoto para compatibilizá‑lo com serviços municipais de drenagem, pavimentação e recapeamento, evitando a reabertura de trechos recém‑recuperados. Como encaminhamentos, ficou definido o acompanhamento técnico das obras, a avaliação dos pontos com maior número de reclamações e a continuidade das tratativas sobre abastecimento e recomposição das vias.
A reunião encerrou sem divulgação de um plano detalhado ou de um compromisso formal da Sabesp quanto à adoção do protocolo proposto. Até o momento, não há informações sobre a aceitação das medidas pelos órgãos concessionários, deixando a população sem respostas claras sobre prazos e garantias de execução.
Redação Jornal Voz do Litoral
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