Em 2026, cerca de 158,7 milhões de brasileiros irão às urnas para eleger presidente, governadores, deputados estaduais, federais e senadores. Apesar da magnitude, a disputa por cargos legislativos recebe menos atenção nas campanhas, segundo o cientista político Eduardo Grin, da FGV. O pleito nacional inclui a renovação de dois terços do Senado, ou 54 dos 81 senadores, cujos mandatos de oito anos prometem maior continuidade legislativa.
A atenção concentrada nos cargos executivos reflete um traço cultural de busca por referências de liderança, aponta Grin. Nas propagandas, candidatos a presidente e governador dominam o espaço, enquanto senadores e deputados aparecem menos, sem rosto único que facilite a identificação. No âmbito federal, 513 parlamentares serão eleitos, e cada estado tem número de deputados definido pela Constituição, proporcional à população. O Senado, com 81 membros, renova dois terços em 2026, mantendo um terço com mandato expirado em 2022.
A menor visibilidade dos legisladores pode influenciar a decisão dos eleitores, reduzindo o debate sobre projetos de lei de alcance nacional que são de responsabilidade dos deputados e senadores. Carolina de Paula, professora da ESPM, ressalta que mandatos de oito anos permitem continuidade de projetos e aprofundamento temático, algo que o ciclo de quatro anos dos executivos não garante. Contudo, a falta de propaganda específica dificulta a compreensão do eleitor sobre quem representará seus interesses no Congresso.
A matéria evidencia que, embora a renovação do Senado e a eleição de milhares de deputados sejam decisivas para a agenda nacional, o eleitorado ainda carece de informação clara sobre esses candidatos. Quem será responsável por ampliar a cobertura desses cargos nas campanhas? Acompanhe a apuração completa no site.
Redação Jornal Voz do Litoral
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