Gadi Eisenkot, ex‑chefe das Forças de Defesa de Israel e principal adversário de Benjamin Netanyahu nas eleições de 27 de outubro, perdeu três familiares na guerra em Gaza. O filho Gal Eisenkot, de 25 anos, morreu em combate no norte da Faixa de Gaza; os sobrinhos, o sargento Maor Cohen Eisenkot e o capitão Yogev Pazy, também foram mortos no conflito.
Eisenkot integrou o gabinete de guerra de Netanyahu até 2024, mas deixou o governo após criticar a falta de uma estratégia clara para Gaza. Em seguida, fundou o Yashar, partido de centro‑direita que disputa a liderança nas pesquisas contra o Likud. Seu discurso enfatiza a necessidade de decisões dignas em nome dos que se sacrificaram.
A perda familiar tem reforçado sua legitimidade perante eleitores que veem nele um militar de carreira e outsider da política, ao contrário da longa permanência de Netanyahu. Enquanto o filho de Netanyahu, Yair, não serviu como reservista e reside nos Estados Unidos, Eisenkot apresenta-se como pai enlutado, o que, segundo analistas, aumenta a empatia popular.
A eleição, primeira desde o ataque do Hamas em 2023, ocorrerá em 27 de outubro. Resta saber se a narrativa de luto e a crítica à condução da guerra serão suficientes para deslocar o apoio ao Likud. O desfecho ainda depende da resposta dos eleitores a essa combinação de experiência militar e sofrimento pessoal.
Redação Jornal Voz do Litoral
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