No domingo, 11 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 11h, no Masp. O evento reuniu milhares de apoiadores, além de figuras como o vice‑presidente Geraldo Alckmin, a ministra Marina Silva, o deputado Guilherme Boulos e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Apesar da presença de autoridades de alto escalão, a programação detalhada da mobilização não foi divulgada, deixando dúvidas sobre as próximas etapas.
A iniciativa foi organizada pela Associação Nacional de Pós‑Graduandos (ANPG) em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). As entidades divulgaram carta conjunta defendendo o financiamento público da educação e da pesquisa, a valorização de professores e cientistas, e a autonomia universitária. Elas também anunciaram o Dia Nacional de Educação e Ciência na Rua, previsto para 15 de outubro, coincidindo com o Dia do Professor, e previram ações como aulas abertas, feiras científicas e panfletagens em todo o país.
Durante entrevista coletiva, Lula destacou que a semana será marcada por votações e debates, citando a votação da proposta de fim da escala de trabalho 6 por 1, prevista para quarta‑feira, e a proposta de emenda constitucional (PEC) da Segurança Pública, que pretende definir papéis da União e dos municípios no combate ao crime organizado. O presidente acusou a oposição de tentar protelar a votação e comparou possíveis cortes de direitos ao modelo adotado pelo governo argentino de Javier Milei, alegando risco para trabalhadores, aposentados e população pobre.
Lula ainda criticou a decisão do ministro Nunes Marques que derrubou o canal do deputado André Janones, classificando‑a de absurdo e anunciando que advogados de sua candidatura solicitarão explicações à Justiça Eleitoral, além de recorrerem para buscar equilíbrio nas redes sociais. Contudo, a campanha não esclareceu como serão estruturadas as ações previstas para outubro nem quais recursos serão destinados às mobilizações. A ausência de um cronograma detalhado deixa aberto o questionamento sobre a efetividade da estratégia de campanha.
Redação Jornal Voz do Litoral
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