Bebê declarado morto apresenta sinais vitais

Um bebê de um mês, Noah Gabriel da Cruz Santos, foi declarado morto na Santa Casa de Rio Claro (SP) e, duas horas depois, apresentou sinais vitais. A mãe, Letícia Cristina da Cruz Santos, relatou que o filho foi inicialmente levado à Unidade de Terapia Intensiva Neonatal logo após o nascimento prematuro em 15 de junho, e que, após a constatação de óbito, uma funcionária da funerária percebeu movimentos e acionou a equipe médica, que reanimou o recém‑nascido. A Santa Casa informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação da morte foram rigorosamente cumpridos, sem identificar falhas assistenciais que pudessem ser revistas. Noah nasceu prematuro e com fenda palatina, condição que exige acompanhamento especializado e, segundo a família, uma cirurgia em hospital fora de Rio Claro. Enquanto aguardava a transferência, o bebê permaneceu internado na Santa Casa por 32 dias, período em que a mãe afirmou ter acompanhado o tratamento sem indícios de negligência. O relato da mãe inclui a experiência de permanecer cerca de uma hora ao lado do filho após a primeira constatação de óbito, antes de ser novamente chamada pelo hospital para retornar à UTI, onde recebeu a notícia do “milagre”. A funcionária da funerária que identificou os sinais vitais desempenhou papel crucial ao interromper o procedimento de velório. A equipe médica, ao ser acionada, reanimou o bebê e o transferiu para um hospital especializado, onde continuará o tratamento da malformação congênita. A Santa Casa manteve que não houve erro nos procedimentos de declaração de óbito, mas não detalhou os critérios que levaram à primeira conclusão de morte. A história deixa em aberto a questão sobre os critérios adotados para a declaração de óbito em casos neonatais críticos e a necessidade de maior transparência nos protocolos de verificação. Quem deve responder por essas falhas de comunicação? Veja a apuração completa no site.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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