O pré-candidato à Presidência do Brasil, Renan Santos, afirmou que, se eleito, pretende ‘brecar absolutamente tudo’ em relação aos acordos envolvendo as terras raras e exigir a produção no Brasil. Essa declaração foi feita durante um encontro com apoiadores em Goiânia, Goiás. Renan Santos destacou a importância de condicionar o acesso às reservas brasileiras à transferência de tecnologia e à produção de componentes no país. A empresa Serra Verde, localizada em Minaçu, Goiás, é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial os quatro elementos magnéticos de terras raras essenciais para tecnologias limpas. Recentemente, a empresa foi adquirida pela USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões. O plano nacional de terras raras, segundo Renan, deve passar por um plano geopolítico que inclua a industrialização do Brasil, visando atrair tecnologia e garantir a produção de componentes eletrônicos e de energia limpa em território nacional. Isso permitiria que o Brasil, com 20% das reservas globais de terras raras, principalmente localizadas em Goiás, possa olhar para os Estados Unidos, Japão e Europa e oferecer uma oportunidade única de acesso a esses recursos. A ideia é que, em vez de apenas exportar a matéria-prima bruta, o país possa valorizar esses recursos por meio da industrialização. Renan Santos não especificou a quais acordos se refere, mas enfatizou a necessidade de uma abordagem que priorize a industrialização e a produção nacional. Essa posição pode ter implicações significativas para a política econômica e a gestão de recursos naturais no Brasil, caso Renan Santos seja eleito. Ainda não há detalhes sobre como esses planos seriam implementados ou quais seriam os próximos passos caso sua proposta seja aprovada.
Redação Jornal Voz do Litoral
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