Motoristas que trafegam pela Rodovia Rio-Santos (SP-55) entre o Porto Novo e a região do Atacadão, em Caraguatatuba, relatam transtornos diários devido a bloqueios temporários para serviços de roçada e capinagem. Na manhã desta quarta-feira (26 de agosto), uma das faixas foi interditada por cerca de 10 a 15 minutos, com liberação alternada do trânsito nos dois sentidos. Em pontos críticos, filas de até 1 quilômetro se formaram, agravando um cenário já conhecido de congestionamentos na região. Os relatos indicam que a situação se repete com frequência, mas os transtornos se intensificam porque, segundo os motoristas, há poucos trabalhadores atuando em trechos específicos enquanto a faixa permanece interditada. A falta de agilidade na execução dos serviços e a ausência de uma organização mais eficiente dos bloqueios — especialmente nos horários de pico — têm gerado reclamações recorrentes. A rodovia, que já enfrenta problemas estruturais como esburacamento e falta de manutenção adequada, vê sua capacidade reduzida ainda mais com as interrupções. A prefeitura de Caraguatatuba não se pronunciou sobre os bloqueios ou as reclamações dos motoristas até o fechamento desta matéria. A Companhia de Desenvolvimento Rodoviário do Estado de São Paulo (DER-SP), responsável pela gestão da rodovia, também não respondeu aos pedidos de posicionamento sobre a frequência dos bloqueios ou as medidas para minimizar os impactos no trânsito. O DER-SP, que já foi alvo de críticas por demoras em obras de recuperação de vias no Litoral Norte, segue sem esclarecer como pretende equacionar a manutenção das rodovias com a fluidez do tráfego. Enquanto isso, moradores e comerciantes da região do Porto Novo e do Atacadão relatam prejuízos diários. A falta de alternativas de deslocamento — já que a Rio-Santos é a principal via de acesso ao centro da cidade e às praias — torna a situação ainda mais crítica. A ausência de um cronograma público para os serviços de roçada e capinagem deixa a população sem previsibilidade, enquanto o poder público não apresenta soluções concretas para um problema que se arrasta há meses.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Ricardo Severino via WhatsApp

