Candidatos presidenciais apresentam propostas contra feminicídio

Enquanto a população pressiona por segurança, os candidatos à Presidência lançaram, nas últimas semanas, suas primeiras propostas para enfrentar a violência contra a mulher. A iniciativa surge após pesquisa dos institutos Update e Fogo Cruzado, divulgada em 31 de julho, que revelou que 92 % dos brasileiros acreditam que as mulheres estão mais expostas à violência. O texto destaca ainda que a Lei Maria da Penha completou 20 anos em 7 de agosto, mas as políticas ainda são consideradas insuficientes. Dados do Anuário da Segurança Pública mostram que o registro de feminicídios de mulheres com medida protetiva subiu de 67 em 2024 para 70 em 2025. O total nacional de feminicídios passou de 1.504 para 1.571 no mesmo período, e o Conselho Nacional de Justiça apontou um aumento de 17 % nos julgamentos diários, de 42 casos em 2025. Entre os cinco principais candidatos, apenas Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) deixaram de mencionar pautas voltadas às mulheres, embora já tenham defendido penas mais duras em outras ocasiões. A reportagem evidencia a disparidade entre promessas de campanha e a escalada dos números de violência, sem indicar prazos ou recursos concretos para reverter a tendência. Ainda não há clareza sobre quais medidas específicas serão adotadas nem como serão financiadas. A população permanece à espera de respostas detalhadas. Quem apresentará um plano executável? Veja a apuração completa no site.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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