China pede Israel interromper assentamentos na Cisjordânia

Em reunião realizada na quinta‑feira, 15, em Baku, Azerbaijão, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, comunicou ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que o país deveria interromper e reverter o “estabelecimento forçado” de assentamentos na Cisjordânia. O encontro foi registrado em comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores da China, que destacou a exigência como parte da mensagem chinesa ao governo israelense.

Wang Yi reiterou a posição de Pequim de que a questão palestina representa a maior injustiça histórica deste século. A China defende a solução de dois Estados como caminho viável para a resolução do conflito e enfatizou a necessidade de abrir plenamente o acesso à Faixa de Gaza, a fim de impedir que uma catástrofe humanitária se espalhe. O discurso incluiu ainda a afirmação de que a paz e a reconciliação são a “pedra angular” da política chinesa para o Oriente Médio.

Além de solicitar a cessação dos assentamentos, o ministro chinês manifestou disposição para cooperar com a comunidade internacional, incentivando todas as partes a retornarem ao diálogo e às negociações o mais breve possível. A China afirmou que buscará uma solução política para o conflito, reforçando seu papel como mediador potencial e destacando a importância de medidas concretas que garantam a estabilidade regional.

Por fim, o comunicado ressaltou que a China mantém apoio de longa data à causa palestina e mantém laços estreitos com o Irã, principal adversário regional de Israel. Não houve menção a uma resposta oficial de Israel ao pedido chinês, deixando em aberto como a declaração influenciará as próximas negociações de paz.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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