O novo Congresso Nacional, que tomará posse em 1º de fevereiro de 2027, apresenta um perfil demográfico marcado pela predominância de homens brancos com ensino superior completo. Segundo levantamento da CNN, 72,9% dos deputados e senadores se autodeclaram brancos, enquanto 20,7% se dizem pardos e 5,7% pretos. Apenas três parlamentares são indígenas (0,58%) e um se identifica como amarelo (0,19%). Em termos de gênero, 78,75% dos eleitos são homens e 21,25% mulheres, contraste acentuado com a população nacional, que tem 51,5% de mulheres.
Esses números divergem significativamente dos dados do Censo de 2022, que apontam 45,3% da população como parda e 43,5% como branca. A discrepância também se evidencia na educação: 82,07% dos congressistas possuem diploma de graduação, enquanto apenas 18,4% da população brasileira tem ensino superior completo. O restante apresenta níveis variados de escolaridade, com 7,02% concluindo o ensino médio e 1,56% apenas o ensino fundamental completo.
A idade média dos parlamentares será de 49,9 anos. Magda Mofatto (PL‑GO) será a mais velha, com 78 anos, ao lado de Luiz Carlos Busato (União‑RS), também de 78. O destaque de juventude recai sobre Álvaro Lins Pereira de Lira (PP‑AL), conhecido como Alvinho Lira, que assumirá a Câmara aos 21 anos, tornando‑se o parlamentar mais jovem da história da Casa. Nenhum plano ou programa foi apresentado para corrigir a sub-representação de mulheres, pretos e indígenas, nem para alinhar a escolaridade dos representantes à realidade da população.
A disparidade entre o perfil do Congresso e a composição demográfica e educacional do país levanta questões sobre a representatividade efetiva. Enquanto os números são claros, faltam respostas sobre quais medidas serão adotadas para ampliar a diversidade e reduzir o descompasso entre eleitos e eleitores. O que a nova legislatura fará para enfrentar esse desequilíbrio?
Redação Jornal Voz do Litoral
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