A Defesa Civil de São Sebastião mantém alerta à população nesta segunda‑feira (14) e terça‑feira (15) de setembro, diante da continuidade das chuvas e da elevada umidade proveniente da Amazônia. O boletim meteorológico indica acumulados superiores a 300 milímetros em algumas áreas nos últimos três dias, valor que ultrapassa a média histórica para o período. Essa condição intensifica a saturação do solo e eleva o risco de deslizamentos em regiões de encosta. Na segunda‑feira, a Defesa Civil registrou um deslizamento nas margens da Rodovia Dr. Manoel Hyppolito Rego (SP‑55), km 119+800, na altura dos bairros Cigarras e Figueiras. Uma residência foi interditada preventivamente e a encosta, bem como os imóveis próximos, permanecem sob avaliação. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) enviou equipe ao local para inspeção e limpeza da terra na rodovia, que segue monitorada devido à persistência das chuvas. Historicamente, São Sebastião apresenta áreas de risco crônicas, sobretudo após a tragédia climática de fevereiro de 2023, que resultou em 64 mortes, a maioria em Vila Sahy. As encostas da região continuam vulneráveis, com reassentamentos incompletos e obras de contenção ainda em fase de execução. A combinação de chuvas intensas e solo encharcado reaviva essas vulnerabilidades, exigindo atenção redobrada dos moradores. A Defesa Civil orienta a população a observar sinais de instabilidade, como trincas no solo ou nas paredes, inclinação de árvores, postes ou muros, deslocamento de terra e mudanças no escoamento da água. Também alerta para rajadas de vento que podem causar queda de árvores e galhos, além de possíveis interrupções no fornecimento de energia. As chuvas podem ainda provocar alagamentos e interferir na travessia por balsa. Entre quarta‑feira (16) e sexta‑feira (18) de setembro, a tendência é de retorno gradual da estabilidade com o avanço de uma alta pós‑frontal, embora a circulação de umidade mantenha nuvens, possibilidade de chuva fraca e temperaturas amenas. A situação permanece sob monitoramento constante da Defesa Civil, que ainda não divulgou um plano de mitigação de longo prazo nem respondeu a solicitações de esclarecimentos sobre medidas preventivas adicionais. A população aguarda respostas concretas sobre como será garantida a segurança nas áreas de encosta, enquanto as autoridades continuam acompanhando as condições meteorológicas e do solo.
Redação Jornal Voz do Litoral
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