Comerciantes de diferentes segmentos do Litoral Norte de São Paulo apontam que manter seus negócios operacionais tem se tornado cada vez mais difícil. Entre os principais problemas citados estão a baixa movimentação de clientes, a queda da demanda, a alta carga tributária, o aumento dos custos, a burocracia excessiva e a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada. Valdeir Alves dos Santos, proprietário de uma madeireira e comércio de materiais de construção em São Sebastião, relata que o fluxo de clientes diminuiu entre 40% e 50% neste ano, comparado ao período de 2020‑2021, quando o “boom da pandemia” gerava até 70%‑80% a mais de movimento. O empresário, que atua há 21 anos no setor, ainda destaca a rotatividade dos funcionários, que muitas vezes deixam o emprego em menos de quatro meses. Ele também denuncia que a carga tributária e a burocracia sobrecarregam o comércio local. Em Caraguatatuba, Ari Carlos mantém um quiosque na Praia Martim de Sá há 31 anos e um supermercado na Prainha há 24 anos. Segundo ele, o movimento deste ano está “bem abaixo da média”, atribuindo a queda às chuvas que afetam o fluxo de turistas e à situação econômica nacional. Ari também menciona a falta de mão de obra e a tributação elevada como obstáculos. Ambos os empresários defendem a simplificação e a redução da tributação, além de investimentos em qualificação profissional, como caminhos para melhorar o ambiente de negócios. Até o momento, nenhuma medida concreta foi anunciada pelas autoridades locais, deixando os comerciantes em busca de respostas e soluções que possam reverter o cenário de retração econômica na região.
Redação Jornal Voz do Litoral
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