A Defesa Civil de Ubatuba participa até esta quarta-feira, 26, de uma capacitação em Resgate Veicular e Atendimento Pré-Hospitalar (APH) em Angra dos Reis (RJ), promovida pela CCR Rio/SP. Os agentes Thiago Oliveira e Maicon Amaro, este último também colaborador da concessionária, integram o grupo de profissionais que atuam na região e buscam aprimorar procedimentos de atendimento a vítimas de acidentes rodoviários. A formação inclui atividades práticas com cenários simulados, abordando desde a segurança da cena até técnicas de desencarceramento e transporte seguro de feridos graves. Segundo a Prefeitura, o treinamento visa padronizar as técnicas empregadas pelas equipes que atuam nas unidades da CCR Rodovias, garantindo respostas mais rápidas e seguras em ocorrências de emergência. O diretor de Gestão da Defesa Civil, Alexandre Napoli, destacou a importância da qualificação contínua dos agentes. “Nós investimos em capacitação e incentivamos que nossos agentes participem de oportunidades como esta para se qualificarem cada vez mais. O município só tem a ganhar”, afirmou. A programação de treinamentos segue nos dias 28 e 29, quando os agentes Leonardo Ribeiro e Giovane Pretto participarão de um curso sobre uso seguro de motosserras em São Sebastião, com foco em primeiros socorros para eventuais acidentes durante o manuseio do equipamento. A capacitação reflete a necessidade de integrar os serviços de emergência, especialmente em um município como Ubatuba, onde problemas estruturais — como drenagem precária e ocupações irregulares — agravam riscos em rodovias e áreas urbanas. Bairros periféricos como Rio Escuro e Perequê-Açu, por exemplo, enfrentam enchentes recorrentes e saneamento deficiente, enquanto o centro da cidade e a orla concentram anúncios oficiais de obras, nem sempre executadas. A Defesa Civil, embora vinculada ao gabinete da prefeita, tem sua atuação constantemente questionada por críticos que apontam perda de autonomia técnica em relação à gestão municipal. A participação em treinamentos externos, contudo, sinaliza um esforço institucional para melhorar o atendimento emergencial, ainda que não resolva problemas crônicos como a falta de equipamentos atualizados ou a demora na implementação de planos como o de Macrodrenagem, orçado em R$ 18,3 milhões e ainda não executado. A integração entre órgãos, como a Defesa Civil e a CCR Rodovias, pode agilizar respostas, mas depende de investimentos contínuos e fiscalização independente para garantir que os protocolos não fiquem restritos a treinamentos pontuais.
Redação Jornal Voz do Litoral
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