A democracia na América Latina está enfrentando desafios. Líderes políticos como Daniel Ortega e Nayib Bukele têm feito declarações que acendem alertas sobre a saúde da democracia no continente. Ortega, que comanda a Nicarágua desde 2008, anunciou o fim das eleições no país, enquanto Bukele confirmou que irá disputar um terceiro mandato como chefe de Estado de El Salvador. Essas ações têm gerado preocupações sobre a institucionalidade dos regimes democráticos na região. De acordo com o cientista político Maurício Santoro, as declarações de Ortega são um episódio recente de uma série de decisões autoritárias. Já o coordenador-geral do grupo de Defesa, Segurança e Inteligência da USP, Alberto Pfeifer, destaca que as instituições democráticas na América Latina têm nuances variadas e se adaptam aos contextos locais. No entanto, um aspecto comum é a queda de apoio da população à democracia. Segundo levantamentos do Latinobarômetro, 58% dos latinos diziam que a democracia era seu regime preferido em 2010, enquanto em 2018 esse número caiu para 48%. Isso sugere uma deterioração da confiança na democracia na região. O cientista político Thiago Vidal justifica esse período de deterioração democrática por uma dificuldade dos governos em responder às demandas da população. A situação é complexa e requer uma análise cuidadosa dos desafios que a democracia enfrenta na América Latina.
Redação Jornal Voz do Litoral
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