A pesquisa de opinião pública realizada pela Quaest e divulgada em 14 de setembro mostrou que, entre as eleitoras, a desaprovação ao governo Lula (48%) ultrapassou a aprovação (44%) pela primeira vez desde agosto. No mesmo levantamento, Flávio Bolsonaro registrou crescimento no segmento feminino, passando de 25% em 2 de setembro para 29% de intenção de voto, reduzindo a diferença para Lula de 14 para 8 pontos em comparação com a pesquisa feita duas semanas antes. No cenário masculino, a disputa permanece estável, com Lula obtendo 35% das intenções e Flávio 33%. Na simulação para o segundo turno, Lula chegou a 41% entre as mulheres, enquanto Flávio alcançou 38%, diferença de três pontos, a menor desde a pesquisa de 5 de agosto (47% a 35%). O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que o desempenho de Flávio entre as mulheres é inesperado, considerando a resistência histórica desse eleitorado ao bolsonarismo. A pesquisa também revelou mudanças nas percepções de medo: enquanto em agosto 48% das mulheres temiam a volta de um Bolsonaro e 35% temiam a reeleição de Lula, na edição atual 42% apontam medo tanto da reeleição de Lula quanto do retorno da família Bolsonaro. No quesito rejeição, 55% das mulheres afirmam que não votariam em Lula, e 57% dizem o mesmo sobre Flávio. Entre as principais preocupações das eleitoras, a corrupção subiu de 10% para 20% de menção, ocupando a segunda posição, atrás da violência (31%). Economia, saúde, problemas sociais e educação completam o ranking. A pesquisa traz um panorama de volatilidade no eleitorado feminino, mas não esclarece as causas subjacentes ao deslocamento de apoio e à inversão de aprovação. As respostas das campanhas e dos partidos ainda não foram apresentadas, deixando em aberto quem assumirá a responsabilidade por entender e atender às novas demandas desse segmento.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

