Na segunda‑feira, 20, o cineasta brasileiro Ricardo Spencer foi encontrado sem vida em uma hospedagem no centro de São Paulo. O Boletim de Ocorrência, obtido pela CNN Brasil, indica que a polícia chegou ao apartamento e localizou o corpo do diretor sem sinais de violência no corpo ou no ambiente, classificando a morte como suspeita. As autoridades foram acionadas após o porteiro, que não conseguiu contato com o hóspede desde domingo, 19, solicitar a entrada ao local. Ricardo Spencer, neto da atriz baiana Nilda Spencer (1923‑2008), formou‑se em Artes e especializou‑se em Estética do Cinema na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Iniciou a carreira produzindo videoclipes para artistas como Pitty, Nx Zero, Johnny Hooker e a banda Sebadoh, antes de integrar a equipe de diretores da TV Globo na última década. Entre as séries dirigidas estão “Mister Brau”, “Shippados”, “Segunda Chamada”, “Amor e Sorte” e “Cine Holliúdy”; participou ainda da novela “Segundo Sol” e foi indicado ao Emmy Internacional de Melhor Minissérie por “Todas as Mulheres do Mundo”. Seu último trabalho foi a minissérie de terror “Vermelho Sangue”, lançada no Globoplay e estrelada por Alanis Guillen, Laura Dutra e Letícia Vieira. O relatório policial descreve que o corpo foi encontrado caído no chão, sem indícios de agressão. O irmão de Ricardo, Rafael, informou que o diretor sofria de problemas neurológicos, embora a causa da morte ainda não tenha sido confirmada. A família foi contatada, mas não recebeu detalhes adicionais sobre as circunstâncias que levaram ao falecimento. Até o momento, as autoridades não divulgaram resultados de exames de autópsia nem estabelecem um prazo para a conclusão das investigações. A morte de um diretor reconhecido nacionalmente deixa lacunas importantes: a ausência de um motivo claro, a falta de comunicação oficial sobre exames e prazos, e a necessidade de esclarecimentos por parte das autoridades responsáveis. O caso permanece aberto, e a investigação continuará em curso, enquanto familiares e colegas aguardam respostas definitivas.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


