EUA restringem vistos a autoridades sul-africanas por suposta discriminação

Na terça-feira (15), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, divulgou uma nova política que restringe a concessão de vistos a autoridades sul-africanas supostamente envolvidas em discriminação racial e em confisco de terras sem indenização. A medida foi anunciada por meio de comunicado oficial, que descreve a ação como resposta à falta de posicionamento do governo da África do Sul diante de preocupações previamente apresentadas pelos EUA. Rubio afirmou que os Estados Unidos não tolerarão comportamentos que prejudiquem a paz, a estabilidade econômica e o Estado de Direito, e reiterou o pedido para que o governo sul-africano trate rapidamente das supostas violações. Esta restrição se insere em um conjunto de ações adotadas pela administração Trump contra a África do Sul. Semanas após o início de seu segundo mandato, o presidente alterou radicalmente o programa de refugiados, priorizando a admissão de sul-africanos brancos. Até o final de junho, mais de 7.700 africâneres foram admitidos nos EUA, enquanto o fluxo de refugiados de outras nacionalidades foi praticamente encerrado. O governo dos EUA acusa agricultores brancos de sofrer discriminação em razão das políticas de reforma agrária sul-africanas, enquanto autoridades sul-africanas negam as acusações de discriminação baseada em raça e de confisco de terras sem compensação. O comunicado de Rubio detalha que a nova política visa cidadãos estrangeiros responsáveis ou cúmplices na aprovação ou implementação de leis que permitam confisco de terras sem indenização, discriminação racial ou incitação à violência contra grupos étnicos ou raciais minoritários. A medida inclui a recusa de vistos a indivíduos que, segundo o governo americano, contribuam para tais práticas. Não foram divulgados critérios específicos nem prazos para a efetivação da restrição, nem foram apresentadas informações sobre possíveis recursos ou revisões. A iniciativa deixa em aberto como será operacionalizada a política de restrição e quais serão as consequências para os diplomatas e oficiais sul-africanos que já possuem processos de visto em andamento. O governo sul-africano ainda não respondeu ao pedido de ação rápida feito pelos EUA, mantendo silêncio oficial sobre o assunto. A falta de esclarecimentos sobre os procedimentos e a ausência de um canal de diálogo oficial levantam dúvidas sobre a eficácia da medida e seu impacto nas relações bilaterais entre os dois países.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Ex-presidente do Kosovo recebe 25 anos de prisão

Ubatuba garante vaga no play-in do Paulista