Flávio e Lula empatam em MG

A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tecnicamente empatados em Minas Gerais para a disputa presidencial de 2026, com 31% e 30% das intenções de voto, respectivamente. O levantamento entrevistou 1.506 eleitores entre 19 e 25 de agosto, por meio de entrevistas presenciais, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O estudo foi contratado pelo Grupo Globo e registrado no TSE sob protocolo MG-04060/2026. Em termos de posicionamento partidário, Flávio Bolsonaro representa a direita liberal-conservadora, enquanto Lula lidera a esquerda progressista. O empate ocorre em um cenário onde o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 7%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) com 3% cada, e Augusto Cury (Avante) com 1%. Outros candidatos não pontuaram, incluindo nomes de partidos de esquerda como Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB). Os eleitores indecisos correspondem a 17%, enquanto aqueles que votariam em branco, nulo ou em ninguém somam 8%. A pesquisa também simulou um cenário com o influenciador Pablo Marçal (PRTB), cuja candidatura está cadastrada no TSE mas considerada inelegível pelo TRE-SP. Nesse recorte, Lula e Flávio permanecem empatados em 31% cada, Zema cai para 6%, Marçal e Renan Santos têm 3%, Caiado 2% e Cury 1%. Nesse escenario, os que votariam em branco, nulo ou em ninguém são 7% e os indecisos 16%. Quanto à avaliação do governo federal, 52% dos mineiros desaprovam o mandato atual de Lula, enquanto 41% aprovam e 7% estão indecisos. Quando perguntados sobre a avaliação do trabalho do governo, 30% o consideram positivo, 24% regular e 45% negativo; 1% não soube ou não respondeu. Esses indicadores mostram uma divisão acentuada no eleitorado mineiro, refletindo polarização nacional. Os dados revelam que, apesar da vantagem nominal de Flávio sobre Lula, a diferença está dentro da margem de erro, tornando o empate técnico. Isso sugere que a campanha em Minas Gerais será decisiva para definir o rumo da eleição nacional de 2026, já que o estado possui um dos maiores colégios eleitorais do país. A pesquisa não traz informações sobre propostas de governo ou alianças partidárias futuras, limitando-se a medir intenções de voto no momento da coleta.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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