Guarda Municipal debate bullying com alunos em Caraguatatuba

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Caraguatatuba realizou na manhã desta terça-feira (18) uma palestra educativa e interativa para 30 alunos da 2ª série do ensino fundamental, no Centro Integrado de Ações Socioeducativas (CIASE) Governador Adhemar Pereira de Barros, no bairro Travessão. A atividade, conduzida por guardas municipais, teve como objetivo conscientizar crianças sobre a prevenção ao bullying, abordando temas como respeito, convivência e consequências legais de atos violentos entre pares. Segundo relato dos organizadores, os estudantes participaram ativamente, levantando dúvidas sobre como identificar e reagir a situações de intimidação. A iniciativa ocorre em um contexto de crescente preocupação com casos de violência escolar no município. Dados da Secretaria Municipal de Educação indicam que, entre 2023 e 2024, houve um aumento de 15% nos registros de ocorrências envolvendo bullying em escolas públicas de Caraguatatuba. O CIASE, onde a palestra foi realizada, é um equipamento socioeducativo que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, muitos deles residentes em bairros periféricos como o Travessão, onde a infraestrutura social e educacional ainda enfrenta desafios históricos. A GCM informou que esta é a primeira de uma série de ações preventivas, com previsão de expansão para outras unidades escolares nos próximos meses. No entanto, não foram divulgados detalhes sobre a periodicidade das palestras ou critérios para seleção das escolas participantes. A Guarda Municipal não respondeu aos questionamentos sobre a avaliação de impacto dessas atividades ou a existência de parcerias com psicólogos e assistentes sociais para acompanhamento dos casos identificados. O evento reforça o discurso de prevenção à violência escolar, mas deixa lacunas sobre a efetividade das medidas. Enquanto a GCM promove ações pontuais, moradores e educadores da região destacam a falta de políticas públicas estruturantes para lidar com a raiz do problema, como a ausência de programas de mediação de conflitos e a sobrecarga de profissionais da educação. A pergunta que permanece é: como transformar palestras esporádicas em mudanças concretas no cotidiano das escolas?

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

São Sebastião recebe desafio de natação com 2 mil