Ao menos 53 pessoas morreram após o naufrágio de uma balsa que transportava mais de 100 passageiros na costa da Guiana, informou o governo nesta terça‑feira, 21 de julho de 2026. O acidente ocorreu na noite de sábado, 18, poucas horas depois de a embarcação deixar Georgetown, capital do país, e seguir rumo ao interior, entrando em um rio que conduzia a Port Kaituma. Segundo o primeiro‑ministro Mark Phillips, 76 passageiros foram resgatados com vida, enquanto 53 foram encontradas mortas. As autoridades já descartaram a expectativa de sobreviventes. O desastre é considerado uma das maiores tragédias recentes da Guiana, país de menos de um milhão de habitantes localizado na América do Sul. A balsa teria transportado 179 pessoas, número superior aos 133 passageiros registrados na lista oficial de embarque, levantando suspeitas de viajantes sem registro. A região de Essequibo, onde se situa Port Kaituma, cobre cerca de 160 mil quilômetros quadrados, é rica em petróleo e tem sido administrada pela Guiana por mais de um século, embora seja reivindicada pela Venezuela, que mantém disputa territorial sobre a área. A partir de agora, equipes de mergulhadores da Guiana e da Guiana Francesa concentram os trabalhos na localização de mais corpos. As buscas iniciaram na madrugada de domingo, 19, após as autoridades receberem um pedido de socorro, e a área de procura foi ampliada para aproximadamente 2.100 quilômetros quadrados. Até o momento, 76 pessoas foram resgatadas com vida, 53 encontradas mortas e ainda não há confirmação de novos sobreviventes. Embora o governo tenha divulgado números de vítimas e a extensão da zona de busca, permanece sem resposta a questão da diferença entre o número de passageiros transportados e o registro oficial. A falta de esclarecimentos sobre quem estava a bordo sem documentação e a dificuldade de acesso à região interiorana dificultam a completa elucidação dos fatos. Quem esclarecerá essas lacunas? Veja a apuração completa no site.
Redação Jornal Voz do Litoral
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