Justiça decreta prisão preventiva de PM réu pela morte

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado, acusado de matar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, em novembro de 2024. A decisão foi assinada pela juíza Luiza Torggler Silva, da 4° Vara do Júri, e acata um pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP), junto a uma petição enviada pelos advogados da família da vítima. Segundo documento do MPSP, Bruno Carvalho teria se envolvido em uma nova ocorrência relacionada a crimes violentos, após a prática de suposta ameaça e lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar contra a própria mulher. A vítima relatou que Bruno a agrediu fisicamente, deixando hematomas, e proferiu ameaças de morte constantes, afirmando que ‘vai colocá-la no caixão’. A Justiça determinou a expedição imediata do mandado de prisão preventiva e a apreensão de armas de fogo em posse do PM. O pedido também foi encaminhado ao juízo da 1ª Vara da Violência Doméstica de Santo Amaro. O pai de Marco Aurélio, Júlio Cesar Navarro, disse que a ordem de prisão desta sexta marca uma data ‘especial’ para a família. O estudante de medicina morreu em 20 de novembro de 2024, após ser baleado por um policial militar em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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