Líder da Igreja da Unificação recebe dois anos

A líder da Igreja da Unificação, Han Hak‑ja, compareceu ao Tribunal Distrital Central de Seul em 31 de agosto de 2026 para a audiência de sentença. O tribunal a condenou a dois anos de prisão por crimes de financiamento político e suborno, vinculados a tentativas de obter influência junto ao governo do ex‑presidente Yoon Suk‑yeol. A decisão foi fundamentada na constatação de que Han, então com 83 anos, teria fornecido recursos financeiros a políticos e bens de luxo à ex‑primeira‑dama Kim Keon Hee por intermédio de um terceiro. O caso remonta a investigações que apontaram um esquema de pagamentos a autoridades e a entrega de presentes de alto valor, supostamente para garantir favores políticos. A Igreja da Unificação, organização religiosa internacional, tem sido alvo de escrutínio por supostos vínculos com figuras políticas sul‑coreanas. A acusação destacou que os recursos teriam sido canalizados para fortalecer a posição da igreja perante o governo, embora os valores exatos e a identidade do intermediário não tenham sido divulgados nos autos. Han Hak‑ja negou qualquer irregularidade, afirmando que não tinha interesse em política e que os atos teriam sido realizados por seus subordinados sem seu conhecimento. A sentença de dois anos foi recebida pela defesa como injusta, e a Igreja da Unificação anunciou que recorrerá da condenação, sem, porém, detalhar a estratégia ou os argumentos que pretende apresentar em recurso. Até o momento, não há informações sobre possíveis medidas cautelares ou sobre a execução da pena. A condenação levanta questões sobre a transparência dos processos de financiamento político e sobre a responsabilidade de organizações religiosas em atividades de lobby. O tribunal não esclareceu o montante dos pagamentos nem identificou o intermediário usado, deixando lacunas que podem ser objeto de futuras investigações ou recursos. O desfecho do recurso ainda é incerto, e a comunidade jurídica acompanha o caso para avaliar seu impacto nas relações entre religião e política na Coreia do Sul.

Redação Jornal Voz do Litoral
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