O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um convite aberto ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para que apoie a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmando que o adversário poderia montar um comitê de apoio. A declaração foi proferida na segunda‑feira, 20 de julho, durante a convenção nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT) na sede do partido em Brasília. Lula destacou que, caso Rubio queira apoiar seu opositor, que venha e organize um comitê, pois “vamos derrotar todos” em defesa da democracia brasileira. Em seu discurso, o presidente também retomou uma frase histórica, dizendo que “antigamente traidor era enforcado”, reforçando a gravidade que atribui a atos de suposta traição à pátria. No mesmo evento, o PDT aprovou por unanimidade o apoio à pré‑candidatura de Lula à reeleição, consolidando a aliança partidária. Paralelamente, Flávio Bolsonaro, senador e pré‑candidato, apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia‑crime contra Lula, alegando incitação ao crime e ameaça, com base em declarações anteriores do presidente que associaram a família Bolsonaro a “traidores da pátria”. A petição menciona ainda que Lula teria incentivado apoiadores a cometer homicídio, citando o enforcamento de Joaquim Silvério dos Reis. Até o momento, nenhum órgão oficial respondeu ao convite de apoio externo nem ao pedido de esclarecimento de Flávio Bolsonaro. A falta de respostas deixa em aberto questões sobre a possibilidade de intervenção estrangeira nos processos eleitorais e sobre a responsabilidade das instituições brasileiras diante de tais declarações.
Redação Jornal Voz do Litoral
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