No domingo, 11 de outubro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou um ato político que reuniu milhares de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado do vice‑presidente Geraldo Alckmin e dos governadores petistas reeleitos Elmano de Freitas (CE), Jerônimo Rodrigues (BA) e Rafael Fonteles (PE).
A mobilização foi organizada por entidades do setor educacional e científico, como a ANPG, a UNE, a UBES, a SBPC e a ABC. Durante o discurso, Lula apontou que quase 30 milhões de eleitores não votaram no primeiro turno, afirmando que o governo tem a obrigação de conversar com quem se sente excluído do processo eleitoral. Ele também enumerou quatro prioridades para um eventual novo mandato: revolução tecnológica, desenvolvimento da indústria digital, transição energética e reforma da segurança pública, além de criticar decisões da Justiça Eleitoral que, segundo ele, seriam tendenciosas.
Além das reivindicações por financiamento público da educação e da pesquisa, valorização de professores e cientistas e autonomia universitária, o presidente anunciou que seus advogados recorrerão das medidas consideradas interferência indevida no pleito. Em outras cidades, apoiadores de Lula se concentraram em Campinas, no Largo do Rosário, e em Belo Horizonte, onde participaram de um bandeiraço e de caminhada pela Feira Hippie, na Avenida Afonso Pena, demonstrando a extensão nacional da mobilização.
A reportagem não recebeu declarações oficiais da Justiça Eleitoral nem de representantes das organizações convocantes sobre os próximos passos. Enquanto isso, a população acompanha a repercussão das exigências e aguarda respostas concretas sobre os recursos prometidos e a autonomia das universidades.
Redação Jornal Voz do Litoral
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