A pesquisa Gerp divulgada nesta terça‑feira (29) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula 50% de rejeição entre os eleitores, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 42% de menções negativas. O levantamento foi realizado entre 24 e 28 de setembro de 2026, por telefone, com uma amostra de 2.400 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o estudo está registrado no TSE sob o protocolo BR‑03929/2026.
Desde junho de 2026, a rejeição ao presidente tem variado entre 48% e 50%, conforme as oito medições divulgadas pelo instituto. No mesmo período, a rejeição a Flávio Bolsonaro iniciou em 42%, chegou a 46% em julho e retornou a 42% ao final de setembro. Esses números superam a margem de erro, indicando diferença estatisticamente relevante entre os dois candidatos. A pesquisa também aponta que Romeu Zema (Novo), o escritor Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) apresentam 7% de rejeição cada, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) ficam em 5%.
Além dos candidatos citados, outros nomes como Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Leonardo Avalanche (PRTB) registram 4% de rejeição. Eleitores que não souberam responder somam 3%, os que afirmam não votar em nenhum dos candidatos são 2% e os que poderiam votar em qualquer opção representam 1% da amostra. O levantamento, ao revelar alta rejeição ao presidente e ao senador, sugere um cenário de insatisfação que pode influenciar estratégias de campanha nas próximas semanas.
A pesquisa não esclarece as causas específicas da rejeição nem indica quais medidas os candidatos pretendem adotar para reverter o quadro. Também permanece sem resposta como a percepção dos eleitores sobre propostas de governo ou sobre a atuação dos demais candidatos menos rejeitados. Essas lacunas deixam em aberto o impacto real desses índices nas urnas de 2026.
Redação Jornal Voz do Litoral
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