Na noite de sexta‑feira, 7 de abril, a polícia agiu em Cambuci, centro de São Paulo, e deteve um médico sob acusação de prática de estupro de vulnerável. A vítima, colega anestesista, foi encontrada parcialmente sem roupa, chorando e com evidente abalo emocional, após suposta agressão sexual cometida pelo suspeito. O registro da ocorrência ocorreu na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, após a vítima relatar que o agressor teria consumido com ela uma substância ilícita, conhecida como “doce”, e que, posteriormente, ela experimentou severa alteração de consciência, perda de memória e dificuldade de compreensão dos fatos. O relato da vítima indica que passou o dia ao lado do suspeito, que a incentivou a experimentar a droga pela primeira vez. Após ingerirem a substância, dirigiram‑se ao apartamento da médica, onde consumiram álcool. A partir desse momento, a vítima descreve fragmentos de memória em que o médico tentava manter relação sexual. Recuperando parcialmente a consciência ao ouvir o alarme do celular, ela tentou contatar a mãe e uma amiga para pedir socorro. Quando chegou ao apartamento, vestia um vestido e acessórios pessoais, mas foi encontrada com roupas diferentes e sem os objetos que utilizava antes do incidente. A vítima recebeu atendimento médico no Hospital da Mulher, onde foi submetida a exames e perícia. Uma colega, também médica, recebeu mensagem de socorro por volta das 21h e, ao chegar ao local, encontrou dois policiais presentes. A amiga relatou que a vítima estava visivelmente abalada e sob efeito de substâncias ainda não identificadas. O boletim de ocorrência não detalhou a natureza da droga nem forneceu informações adicionais sobre a investigação, que permanece em curso na delegacia competente. Embora o caso tenha sido registrado e a vítima tenha prestado depoimento, ainda não há esclarecimento oficial sobre a substância consumida nem sobre os desdobramentos legais para o suspeito. A falta de informações sobre a identidade da droga e os procedimentos de perícia deixa a população sem respostas concretas, evidenciando lacunas na apuração do crime.
Redação Jornal Voz do Litoral
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