Na madrugada desta terça‑feira (15), o ministro Alexandre de Moraes apresentou à Corte uma defesa escrita em que nega qualquer atuação em processos envolvendo o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro ou o Banco Master. O documento foi entregue poucas horas antes da sessão plenária histórica que, a partir das 10h, analisará a possibilidade de abrir investigação contra o magistrado após relatório da Polícia Federal apontar supostas mensagens trocadas entre ele e Vorcaro. Moraes afirma que jamais julgou, decidiu ou praticou ato de ofício relacionado ao Banco Master ou a Vorcaro, antes, durante ou depois de eventual contrato. Ele também contestou a existência de um segundo contrato entre o escritório de sua família, Barci de Moraes Sociedade de Advogados, e empresas ligadas ao ex‑banqueiro. Segundo o ministro, o escritório foi contratado pelo Banco Master apenas entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 para prestar ampla consultoria e atuação jurídica, com serviços documentados e honorários declarados por notas fiscais. Em nota, a Barci de Moraes reforçou que não atuou em nenhuma causa do Banco Master ou de Vorcaro perante o STF, reiterando que “nenhuma” atuação ocorreu. Moraes ainda defendeu o direito de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e dos dois filhos advogados de exercer a profissão dentro dos parâmetros legais e éticos, afastando qualquer suspeita de favorecimento. O relator da investigação, ministro André Mendonça, levantou o sigilo do material que originou o relatório da PF. Apesar das negações, o plenário ainda decidirá se há fundamentos suficientes para instaurar procedimento investigativo contra o ministro, mantendo em aberto as questões sobre as supostas mensagens e a natureza do vínculo contratual.
Redação Jornal Voz do Litoral
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