A Operação Merx, deflagrada nesta sexta-feira, desarticulou um esquema de corrupção que envolvia policiais civis, um advogado e empresários. Segundo as investigações, o grupo exigia o pagamento de propina equivalente a 70% do valor de cargas de eletrônicos de origem irregular. Em troca, prometiam não apreender as mercadorias ou devolvê-las indevidamente. A ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão em uma mansão de alto padrão na praia de Maresias, vinculada a um dos investigados, resultando na prisão de sete pessoas nos estados de São Paulo, Paraná e Goiás. Entre os detidos, estão quatro policiais civis. O esquema, que já operava há meses, foi identificado durante investigações que mapearam operações fraudulentas no comércio de cargas. Um dos investigadores envolvidos no caso foi afastado do cargo e proibido de manter contato com testemunhas, medida adotada para evitar interferências no andamento das apurações. As autoridades continuam analisando os dados apreendidos para identificar novos envolvidos e evitar a repetição de práticas ilícitas no setor. A operação reforça a necessidade de fiscalização mais rígida em atividades comerciais que envolvem produtos de origem duvidosa. A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento e que mais prisões podem ocorrer nos próximos dias. A previsão é de que os resultados sejam apresentados em até 30 dias, quando será possível dimensionar o alcance total do esquema. Ainda não há informações sobre possíveis danos financeiros causados pelo grupo ou sobre a recuperação dos valores pagos a título de propina. A Polícia Civil não detalhou se outras instituições, como a Receita Federal ou a Polícia Federal, serão acionadas para auxiliar nas investigações. A apuração segue em sigilo para evitar que os envolvidos tentem obstruir as diligências.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Ricardo Severino via WhatsApp


