A Operação Replay, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), cumpriu mandados de prisão em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro na quinta‑feira (30) e na sexta‑feira (31). Quinze pessoas foram identificadas como investigadas, entre elas Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “W.T.”, e o advogado Dayane Karol Moreira da Silva. A ação visou o núcleo financeiro da facção criminosa Comando Vermelho, que movimentava recursos por meio de lavagem de dinheiro e falsificação de documentos. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou quantos dos investigados foram efetivamente presos nem quantos permanecem foragidos. A investigação apontou que cada suspeito exercia uma função específica na estrutura financeira da organização. “W.T.” seria o tesoureiro, coordenando operações mesmo estando detido desde 2024, usando aparelhos celulares dentro da Penitenciária de Custódia Especial (PCE). Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima – “Gordão” – teria papel estratégico na movimentação de recursos ao lado de “W.T.”. A advogada Dayane regulava documentos de imóveis para camuflar a origem dos bens, enquanto Alex Júnior Santos de Alencar, “Soldado”, e Brunno Passos da Silva, “Brunninho”, atuavam como operadores externos. Outros nomes citados incluem Wellen de Amorim Gomes, Aldemir de Assis Campos “Tucão”, e Giselly Breier Streck, entre outros. A prisão mais recente ocorreu na madrugada de 31 de maio, quando Katani Bocardi foi detida no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, logo após desembarcar de viagem à Paris. A Polícia Federal a monitorou desde São Paulo até o momento da captura. Também foram presos Dayane, Alex Júnior e Brunno, conforme divulgado. Paralelamente, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 38 milhões em bens: cerca de R$ 20 milhões em imóveis e veículos de luxo, principalmente em Santa Catarina, e R$ 18 milhões em ativos financeiros. A Polícia Civil não esclareceu como os celulares permaneceram dentro da unidade prisional nem forneceu detalhes adicionais sobre a logística das operações. A reportagem ainda não recebeu respostas da defesa dos investigados, nem esclarecimentos da polícia sobre os métodos de comunicação interna da facção. A ausência de informações sobre o número exato de presos e sobre a continuidade das investigações deixa dúvidas sobre a efetividade da operação e os próximos passos das autoridades.
Redação Jornal Voz do Litoral
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