A queda de uma passarela de 70 toneladas sobre um carro na Rodovia Fernão Dias, em Vargem (SP), deixou dois mortos na manhã desta terça-feira (18). Rosangela Carlos Soares Chaves, 63 anos, e seu filho Douglas Soares Quaresma, 40, morreram no local após a estrutura ser atingida por um caminhão com excesso de carga. O motorista da carreta, Deyvidson Temudo de Oliveira, 42, foi preso em flagrante por causar acidente com morte. Segundo relatos da família, Rosangela e Douglas estavam a caminho de uma feira de ótica em São Paulo. Douglas havia chegado a BH na segunda-feira (17) para buscar a mãe, com quem mantinha relação próxima. “Eles eram muito grudados, confidentes”, contou Joaquim Quaresma Chaves, pai de Douglas e viúvo de Rosangela. O casal planejava mudar de endereço após vender a casa onde moravam no bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte. Rosangela havia reaberto recentemente um salão de beleza na região Noroeste da capital mineira. Joaquim soube da tragédia por meio de uma ligação suspeita enquanto trabalhava como taxista. “A princípio achei que fosse golpe”, relatou. Somente após encerrar o expediente e se dirigir à casa da filha é que confirmou a notícia. O taxista lamentou a perda da esposa, que estava empolgada com a mudança, e do filho, que deixa esposa e um filho de 6 anos. “Minha mulher estava super empolgada, toda satisfeita porque íamos para outra casa”, declarou. A carreta transportava um caminhão com dimensões superiores às permitidas na autorização de carga. A estrutura, que pesava 70 toneladas, desabou sobre o veículo dos dois passageiros. As vítimas estavam em um carro que trafegava pela pista quando o acidente ocorreu. O cunhado e o tio de Douglas estão em Bragança Paulista para autorizar a liberação dos corpos, mas ainda não há informações sobre velório ou enterro. O acidente causou congestionamento de 23 km na rodovia e obrigou motoristas a buscar rotas alternativas. A passarela, que fazia parte da infraestrutura da via, não resistiu ao impacto. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo, enquanto a empresa responsável pelo transporte de carga não se pronunciou publicamente até o fechamento desta matéria.
Redação Jornal Voz do Litoral
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