Polícia Civil recupera oito obras roubadas em São Paulo

A Polícia Civil anunciou nesta quinta‑feira (13) a recuperação de oito obras de arte subtraídas da Biblioteca Mário de Andrade, localizada no centro de São Paulo, durante o assalto ocorrido em 7 de dezembro de 2025. As gravuras, pertencentes ao artista francês Henri Matisse, foram apreendidas em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, enquanto ainda permanecem desaparecidas cinco gravuras de Candido Portinari. Três pessoas foram detidas: o mentor intelectual Laéssio Rodrigues de Oliveira, já conhecido como o maior ladrão de obras de arte do Brasil, seu companheiro Carlos Leandro Ferreira da Silva, e a estudante de direito Regiane Rodrigues da Silva, apontada como intermediária. A operação, batizada Marchand, visou desarticular a rede criminosa que planejava o escoamento das peças para colecionadores ou leilões, possivelmente no exterior. A investigação revelou que Laéssio, que já atuou como estagiário na própria biblioteca em 2004, realizou pesquisas intensas sobre o acervo da série “Jazz” de Matisse meses antes do crime e mantinha contato com o executor do roubo, identificado como Gabriel, através de um celular marcado com o codinome “Aphonso Hazuck – gravuras”. Especialistas estimam que o conjunto das obras de Matisse e Portinari alcance valor próximo a R$ 1 milhão, embora o valor do seguro permaneça confidencial. A Secretaria da Cultura ressaltou o valor cultural, histórico e artístico das peças, que não pode ser mensurado apenas financeiramente. Ainda que parte do acervo tenha sido recuperada, a falta de respostas sobre o destino das gravuras ainda desaparecidas e a continuidade de investigações sobre o possível tráfico internacional de arte deixam a população e as autoridades em espera.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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