A auditoria realizada pela Casa Civil do governo do Rio de Janeiro identificou irregularidades que totalizam aproximadamente R$ 4,45 milhões no Programa Empoderadas, política estadual de enfrentamento à violência contra a mulher. O levantamento, que analisou a execução do programa em 2025, apontou pagamentos indevidos, desvio de finalidade e falhas de controle interno. Entre as principais anomalias, 49 servidores da UERJ e da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos receberam remuneração adicional, já percebendo salários da estrutura estadual, totalizando R$ 2.920.264,16 em valores brutos ao longo de 2025. O relatório também destacou que recursos do programa foram usados para custear despesas de seis estruturas administrativas da UERJ, sem a devida vinculação nominal entre colaboradores e polos ou atividades, e que os relatórios trimestrais não acompanharam as metas aprovadas no Plano de Trabalho 2025. Discrepâncias nos números de polos foram registradas: o relatório do terceiro trimestre menciona 63 polos, enquanto o site oficial indica 58 polos ativos. Paralelamente, funcionárias do programa protestaram em frente ao Palácio Guanabara, alegando sete meses sem receber salários, com relatos de inadimplência de aluguel, contas de energia e ameaças de despejo. A UERJ, diante da falta de repasses, suspendeu as atividades do programa, em um contexto de aumento dos casos de feminicídio no país. O governo afirmou que enviará o relatório ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ao Ministério Público do Trabalho e ao Tribunal de Contas do Estado para aprofundar as apurações, enquanto o portal aguarda respostas das autoridades responsáveis.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


