A política no Brasil tem se tornado cada vez mais um ambiente mediado por telas e algoritmos, segundo a professora da UFPR Graziella Testa. Isso tem levado à ‘solidificação’ dos eleitores que não estão dispostos a mudar de voto. A mudança nos modos de comunicação da maioria da população também alterou o diálogo político. Com 76 milhões de domicílios no Brasil tendo acesso à internet em 2025, a conexão cresceu mais rápido nas áreas rurais. A identidade guarda uma relação grande com o formato de comunicação, afirma Testa. No entanto, a mudança na relação dos eleitores com os políticos se acelerou com o início da pandemia da COVID-19 e o início das sessões semipresenciais no Congresso. As conversas mudaram de local, saindo da Câmara dos Deputados e do Senado e migrando em direção às telas. A população não acessa mais os políticos no Congresso, acessa onde eles estão: no celular. Isso tem consequências para a construção de novas lideranças políticas, pois a gente nem tem mais espaço para isso, afirma Testa. A mudança nos modos de comunicação também tem impacto na forma como os políticos se comunicam com a população. Com a pandemia, as sessões semipresenciais se tornaram mais comuns, e os políticos passaram a se comunicar mais através das redes sociais. No entanto, isso também levou a uma perda de espaço para o debate político e a construção de novas lideranças. A professora Graziella Testa afirma que a identidade guarda uma relação grande com o formato de comunicação e que a mudança nos modos de comunicação da maioria da população alterou o diálogo político. Além disso, a conexão à internet cresceu mais rápido nas áreas rurais, o que pode ter impacto na forma como os políticos se comunicam com a população. Em resumo, a política no Brasil está passando por uma mudança significativa com a mediação das telas e algoritmos, o que pode ter consequências para a construção de novas lideranças políticas e a forma como os políticos se comunicam com a população.
Redação Jornal Voz do Litoral
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