Programador cria portal para desaparecidos após terremotos na Venezuela

Jorge Bastidas, programador venezuelano de 32 anos que mora na Argentina, criou o portal “Desaparecidos Terremoto Venezuela” depois dos dois terremotos ocorridos no dia 24 de junho. Enquanto estava em Bogotá a trabalho, cancelou reuniões e tentou, sem sucesso, contatar sua família e colegas venezuelanos, que também não conseguiam se comunicar com seus entes queridos.

A iniciativa surgiu ao observar, em um canal de notícias no YouTube, a crescente demanda de usuários por informações sobre familiares incomunicáveis. Bastidas então desenvolveu um site para registrar relatos e facilitar o contato entre pessoas afetadas. Em quase quatro meses de operação, a página recebeu 82.610 registros. Após a remoção de duplicidades com o apoio de voluntários, 29.486 pessoas ainda permanecem sem contato.

Outra plataforma independente, Venezuela Reporta, estima que 41.357 pessoas continuam não contatadas. O governo venezuelano, entretanto, não divulgou nenhuma lista oficial de desaparecidos nem criou um canal institucional para registrar esses casos, deixando a população dependente de iniciativas privadas para buscar respostas.

A falta de um mecanismo oficial deixa lacunas críticas na busca por informações, enquanto o portal de Bastidas permanece como a única ferramenta consolidada para reunir dados sobre os desaparecidos. A comunidade internacional ainda não tem acesso a um registro oficial, e a continuidade do projeto depende de voluntários e de recursos limitados, sem garantia de apoio institucional futuro.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Ubatuba reúne forças de segurança contra alagamentos e deslizamentos no verão

Corinthians e Palmeiras buscam vaga na semifinal da Libertadores Feminina