Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado, de 58 anos, foi oficialmente apresentada como a candidata do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) ao governo do Estado de São Paulo nas eleições de 2026, formando chapa com Renata França como vice‑governadora. Nascida em Inajá (PE), a candidata possui formação em ciências sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e tem trajetória como socióloga e sindicalista. A trajetória política de Vera Lúcia inclui passagem pelo Partido dos Trabalhadores (PT) até 1992, quando se desligou e aderiu ao PSTU, fundado em 1994 e registrado no TSE em 1995. Foi dirigente da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT‑SE) até 2004, quando rompeu com a entidade, e participou da fundação da Central Sindical e Popular (CSP). Nas eleições anteriores, concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2020 e, em quatro oportunidades (2004, 2008, 2012 e 2016), foi candidata a deputada federal, governadora e prefeita de Aracaju (SE). O plano de governo apresentado pelo PSTU propõe a criação de Conselhos Populares nos locais de trabalho, estudo e moradia, com a finalidade de garantir participação direta na definição de prioridades, elaboração de orçamento e fiscalização de políticas públicas. Entre as medidas estruturais, destaca‑se a reestatização de serviços estratégicos como o Metrô, a CPTM e os sistemas de água, energia, saneamento básico e transporte público, bem como a eliminação de parcerias público‑privadas, concessões e terceirizações nos setores de saúde, educação e infraestrutura. O documento também prevê o fim imediato da escala 6×1, a redução da jornada para 36 horas semanais, a criação de uma plataforma pública estadual de transporte e a garantia de direitos aos trabalhadores de aplicativos. Para enfrentar o feminicídio, o plano inclui a implantação de uma rede estadual de proteção com casas‑abrigo, centros de atendimento e Delegacias da Mulher 24h, além de um programa de habitação popular a partir de imóveis vazios. Apesar da extensão das propostas, o documento não detalha fontes de financiamento, prazos de implementação nem mecanismos de monitoramento. A ausência de informações sobre como o PSTU pretende viabilizar a reestatização de grandes empreendimentos e a execução das reformas trabalhistas deixa dúvidas sobre a viabilidade prática das medidas anunciadas. A campanha ainda não esclareceu quais alianças ou recursos buscará para transformar o programa em ação concreta.
Redação Jornal Voz do Litoral
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